Nonô quebô!

Enquanto preparo um lanche, ouço da cozinha as palmas e a batida compassada dos pés: “Áma, áma, áma! Pé, pé, péééééé! Óda, óda, óda cicucicu cicucé”. Com um olho no peixe e outro no gato, olho o mais novo na cadeirinha, observando o irmão nessa apresentação toda e sorrindo.
Volto para a sala, Tito corre a conversar:
– Mamaaaaain THati, óóó!! – E aponta para o Nonô.
– Que foi fi-filho? É o Nono, né? Seu irmão!
– Tiiiiiim. Mó mamão! – Corre beija e volta a dançar na frente dele: – Áma, áma, áma! Pé, pé, péééééé! Óda, óda, óda cicucicu cicucéééééé!
Para na frente da cadeirinha, como estátua, braços e sorrisão aberto. Na sequência grita:
– Mamaaaaain THati, óóó!! Nonô, quebô.
– Como assim, Sauro? Mostra para mamãe o que é “Nonô quebô”.
Ele pega as mãozinhas do Nonô, simulando palmas e começa a musiquinha, devagar, como fazemos com o Nonô… “Á-ma, á-ma, á-ma!”. Quando termina essa primeira estrofe, solta as mãos dele, e, Nonô as abaixa.
– Ó mamain, Nonô quebô, atiiiim. Cadê áti áma? (Ó mamãe, Nono QUEBROU, assim. Cadê bate palma?)
 
Choro largada com esses dois.

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