Arquivos mensais: dezembro 2015

Sistema Operacional com Comando de Voz

Sistema Operacional Titoware atualizado com sucesso para a versão 2.0. Agora com Comando de Voz. As principais:

  • Tatano: Caetano.
  • Mamão ou Moooomão: Meu irmão. <3
  • Nana: banana.
  • Nana ôta: qualquer fruta que ele não sabe ou esqueceu o nome.
  • Úúúúúzis: Luzes, pisca pisca.
  • Apal: Natal.
  • Noel: Ele mesmo. rsrsrsrs
  • Popa: Roupa.
  • Papato: Sapato.
  • Pempêêêêlus: Tempero. Qualquer coisa que não seja os mini carrinhos que ele coloca em potes enquanto “cozinha”. O prato principal sempre é “hot wheels”.
  • Papá: Jantar.
  • Comêêêê: Comer, almoçar.
  • Otôso: Gostoso.
  • Enôôôôiiiiia: Cenoura.
  • Pêêêêêêêiiiiiiipiiiiiiiinuuuuuu: Pepino.
  • Miiiiiiiniiiiiinuuuuu xóóóóóóia: O menino chora, no caso, Nonô.
  • Noooootéééééééé: Não quer/ Não quero/ Qualquer coisa que ele queira longe. Muito usado nessa versão.
  • Dipupa: Desculpa.
  • Queliiiidaiiiis: Alguma coisa fofa. Não sabemos se significa “queridas” ou “que lindas”.
  • Engal: Igual.
  • Chaaaaiiiiiii: Sai.
  • Xô: Sai. Mais usado para pombas.
  • Cháááááá: Chá.
  • Xaxa: Bolacha. Porque ele é paulistano da gema.
  • Pão: Pão francês.
  • Pão de Atóti: Pão de pacote, no caso, torrada. (Para essa atualização tivemos que fazer uma imersão, abrir o armário e esperar ele mostrar o que era o “pão de atóti”).
  • Êzu: Queijo.
  • Êzuzão: Requeijão.
  • Enóla: Granola.
  • Atatiiiiii-Aaaaatatá: Patati Patatá.
  • Quetéto: Quieto.
  • Vááád: Vlad.
  • Dídis: Isis, a avó. Aliás, essa foi a primeira coisa que ele falou. <3
  • Mamain Thati: Soy yo.
  • Amô (com biquinho, enfatizando o “ô”): Amor.
  • Didade: Saudade.
  • Tainho: Carinho.
  • Sis: “x”, para fotos.
  • Oníííííítu: Bonito.
  • Fôvô: Por favor.

Mensagem de Natal do Tito:

“Que seu Apal seja legal, com sua família, seus mamãos e amigos quêêêliiiidoooouuuiiiis. Que vocês tenha um papá otôso, com bastante pempelus, que se dipupem, que deixem os corações quetétos, que respeitem seus engais. Que todas as Dídis do mundo façam tainhos em vocês, que dêem um chááái pra lá naquilo que não lhes faz bem. Que aprendam a falar notéééé quando necessário e não esqueçam de se abraçarem e matar a didade.
Que nunca lhes falte papá, xaxa, chááááá, pão, pão de atóti, enôôôôôôôôôôia, pêêêêêêêêêêêêêêêiiipiiiinu, nanas, nanas ôtas, êzu, êzuzão, enóla, popa, papato e amô (com biquinho).
Aproveitem essa noite e, fôvô, digam sis para todos ficarem bem oníííítus nas fotos.

Feliz Apal!

Besos de úúúúúúúzis.”

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E assim seguimos, vocabulário crescente, artes na mesma proporção, a menos de 1 mês de completar seu segundo ano de vida! :)

Christmas for Dummies

Filhotes,

Venho pensando em como explicar “Natal” quando isso lhes despertar interesse. E, camaradas, no silêncio, vocês é que de novo me deram uma lição, de tão experientes que são. Se liga só:

Natal foi quando me expandi fisicamente para lhes abrigar. Natal maior foi quando a ocitocina encheu meu corpo de amor e contrações para que vocês viessem ao mundo.

Natal foi a iteração que eu e seu pai tivemos durante os trabalhos de parto. Os olhares. A confiança. O apoio emocional. O apoio físico. Aquele copo de água que desejei mentalmente e seu pai prontamente entendeu que era necessário. Aquele carinho e olhar que confirmava que conseguiríamos transpor. Aquela mensagem sem palavras de que estávamos no caminho certo e muito mais próximos de vocês que na contração anterior.

Natal foi quando os toquei, senti seus cheiros e os amamentei primeira vez. E pela segunda vez. Na verdade, Natal é todas as vezes que faço isso e todas as vezes que essas ações enchem meu coração de alegria e amor.

Natal é ver seus progressos diários, a saúde e a alegria que vocês carregam.

Natal, Tito, foram seus dentinhos. Natal, Nonô, é sua gengiva ainda banguela, cheia de sorriso.

Natal foram, é e sempre serão todos os seus sorrisos.

Natal foram as primeiras palavras do Tito. Natal foram os primeiros grunhidos de Nonô.

Natal foi o dia dos seus primeiros passos… No seu caso Tito, no chão. De você Nonô, fora da UTI, nos meus braços.

Natal é quando a vovó acorda bem cedindo para cuidar de vocês.

Natal é quando a outra vovó vem de bem longe para cheirar e beijar os dois.

Natal ainda maior é quando a Bisinha lhes pega no colo e abraça como se estivessem colados!

Natal era quando o vovô reorganizava a agenda de trabalho para chegar cedo em casa e ficar um montão de tempo no tanque de areia com você, Tito.

Natal é o quando o papai se desdobra para ser motivo de orgulho para vocês.

Natal foi quando o papai ouviu o instinto da mamãe, e preparou no quarto de vocês, no chão, uma coberta bem fofinha para que você nascesse, Nonô. Natal maior foi o cruzar de nossos olhares risonhos, bradando “nosso menino nasceu” e a certeza de que estávamos divinamente amparados.

Natal são seus tios e padrinhos sorrindo e acompanhando o desenvolvimento de cada um, orgulhosos!

Natal, Nonô, foi o gesto solidário e amoroso daquele doador do qual você recebeu sangue nas transfusões. Natal foi o dia em que cada de um de nossos amigos foram cheios de amor doar sangue em seu favor.

Natal, Tito, foi aquela madrugada em que Nonô chorava nos meus braços, você veio até nós ainda sonolento, esticou a mãozinha, fez um carinho no rosto dele e lhe disse: “Tataaaaanoooo. Tá tudo bem, bebê, tuuuuudo beeeeeem!”. Nessa noite, foi Natal até amanhecer.

Natal é comer qualquer coisa com a família reunida. Natal é vê-los experimentando coisas novas.

Natal é Tito e Nonô juntinhos. Risonhos. Serelepes. Felizes. Natal é a família crescendo ano a ano, física, emocional e espiritualmente.

Natal é a reunião de primos. Natal é o gargalhar de grandes e pequenos, se divertindo.

Natal foram os dias em que arranjamos um jantar em 15 minutos, porque todos passaram o dia dedicados a vocês e todas as outras coisas ficaram em segundo plano.

Natal é tê-los nesse plano e ter uma ótica diferente sobre a vida desde então.

Natal, filhotes queridos, é amor. E amor, é isso: incondicional.

Feliz amor, filhos.

Feliz amor, família.

Feliz amor, amigos.

Feliz dias.

Feliz Jesus.

Irmãos
Irmãos

Sobre o Natal de 2014

Organizando meu computador, encontrei alguns textos que registrei, mas não publiquei. Esse é um deles, sobre seu primeiro Natal, Tito.

“Periquito Azul,

Hoje é 24 de Dezembro, ano de 2014, por volta das 20h. Estou aqui te olhando a essa hora e pensando em nós “no sempre”. Nessa mesma data, há 01 ano atrás, eu estava tão gigante, tão pesada, tão grávida e tão pensativa, também imaginando você nesse espaço de tempo… E agora eu olho para você e os pensamentos correm soltos, livres, como você tem aprendido a viver. Você é uma fonte inesgotável de inspiração.

Durante o dia me vieram alguns questionamentos a respeito do Natal. Pensei em como eles serão nos próximos anos, em como serão nossos momentos, sobre o que vamos lhe ensinar a respeito, se teremos algum rito, se conseguiremos tornar esses e tantos outros momentos marcantes para você e seus irmãos.

Para seu pai e eu, essa véspera de Natal foi atípica, mas muito especial: Estamos de mudança, passamos o dia pintando nosso novo lar. Me percebi em prece constante, agradecendo a Deus e pedindo para que, além da tinta, naquelas paredes tivesse sangue vertido em amor, o que na nossa cultura cristã chamamos de Marca do Cordeiro (te conto essa história depois). Me concentrei nessa atividade, me desliguei do mundo e me conectei com algo bem superior. Entendi, entre uma pincelada e outra, a grande lição que a Vida se encarregou de nos dar: nós estávamos cuidando da nossa manjedoura. Em um primeiro momento, conclui que nós estávamos ali cuidando do lugar onde Jesus ficará conosco, mas, passados alguns minutos, revisitei esse meu pensamento: Jesus está conosco, no sentido literal. Nosso corpo, deve estar preparado para recebe-lo sempre bem, não como hóspede, mas como morador. Nossa casa é apenas o lugar onde nos reuniremos todos os dias para nos amar e enfeitar a casa de Jesus, decorando-a com amor e alegria. Bem colorida!! Jesus deve gostar disso.”

Sobre “tolujas foditivas”.

IMG_20151205_083333-3– Mamaiiiiin, To-luuuuuuuuu-dja! – Apontando para a pelúcia sobre a cama.
– Isso mesmo, CO-RU-JA! CORUJA! Que lindo!

Saio do quarto dele, e antes de chegar na sala, ele vem atrás, correndo.

– Mamaiiiiin, mamaiiiiin, beeeeeeem!!! – Pega na minha mão e me leva de volta para o quarto. Aponta para a mesma coruja, que agora está no chão, e me informa:

– Tooooooo-lu-dja. FODIU!

THati, o que Nonô tem?

Antes de tudo, se você está chegando agora e ainda não deu uma passadinha na descrição do blog, vamos as ambientações: a pessoa que vos escreve é mãe. De duas pessoas lindas, Tito e Nonô. Esse último está na “crista da onda”, já que nasceu há 2 meses, e é sobre quem falarei agora.

Desde as notícias a respeito de seu nascimento e das primeiras fotos de Nonô, sempre recebo essa pergunta assim que o veem. E não, não me incomoda! Resolvi escrever sobre isso porque imagino que seja uma pergunta em muitas cabeças que, eventualmente, não encontraram uma maneira de perguntar. Vou resumir aqui o que ele tem, já que é muita coisa. Prepare-se.

Em linguagem não técnica:

Nonô tem um olhar arrebatador. E usa isso d-e-s-c-a-r-a-d-a-m-e-n-t-e, já agora, no auge de seus 2 meses.

Nonô tem muito cabelo. Muito mesmo! E a textura do cabelo dele é a coisa mais engraçada e fofa que já vi. Parece com uma pelúcia… Tanto que lhe rendeu ainda mais um apelido familiar: cabeça de ursinho. <3

Nonô tem um cheirinho doce. É verdade!! Desde a primeira fungada que dei nele, senti. E olha que tinha vérnix e líquido amniótico para todo lado! rsrsrs Mas sim, é um cheiro que eu jamais esquecerei. Aliás, espero mesmo contar com esse artifício, principalmente quando ele tiver uns 18 anos e chegar em casa depois de praticar algum esporte.

Nonô tem dedos compridos. As mãos dele são enormes!

Nonô tem olhos cinzas, pelo menos por enquanto.

Nonô tem orelhas peludas. E as costas também. E daí, claro, não poderíamos deixar de dar mais um apelido: “Nonô Ramos”. (Nota: sim, aqui em casa todos temos muitos, muitos apelidos.)

Nonô tem cílios pequenos. Ás vezes tenho dúvida se não está virado e fico na maior neura para ele abrir os olhos. Sinto que ele reclama mentalmente quando o cutuco para isso.

Nonô tem perninhas torneadas. E muito serelepes!!! Descobrimos isso ainda na gestação, porque em todos os ultras elas estavam a fazer malabares!

Nonô tem bochechas altamente “sedutivas”.

Nonô tem uma fome de leão. Acho que depois de nossas longas conversas, onde o orientei a se alimentar bem para crescer e ficar fortinho, ele entendeu.

Nonô tem o sorriso mais gostoso dos últimos tempos. E ele faz isso dormindo! Isso é novidade, começou há uns 15 dias, e é muito engraçado. Mini-gargalhadas. Nos fazem rir um tempão, mesmo nas madrugadas.

Nonô tem curiosidade. Sempre em busca dos sons ao redor.

Nonô tem um irmão bacanudo! As crises de ciúmes tem ocorrido com menor frequência que os ataques de fofura, e me parece que Tito tem o melhor colo do mundo, porque basta colocar Nonô lá que, plim, é silêncio-beijinhos-carinho-olhares. Por segundos, é verdade, mas o suficiente para fazer a mamãe aqui vomitar arco-íris.

Nonô tem uma rede e adora “balangar” nela… Sempre brinco que é o habitat natural dele!

Nonô tem slings. E tem que ser assim, no plural, porque ele ama ser slingado. Enquanto é carregado, olha para todos os lados, todos os barulhos… E quando não quer papo, aninhasse ao meu corpo e se rende ao sono.

E, para complementar tudo isso, Nonô tem charme. E um charmezinho de nascença: ele tem lábio leporino. Compartilho o que aprendemos esses dias:

O que é?

Trata-se de uma abertura no lábio, resultado de um desenvolvimento incompleto durante a gestação (primeiro trimestre). No caso dele, é apenas o lábio, ele não tem a fenda palatina (o “céu da boca” dele é totalmente fechado), o que torna a situação menos complexa de se resolver.

Não foi possível detectar durante a gestação (pelas ultrassonografias), e, mesmo que fosse detectado, o tratamento se dá após o nascimento (nos casos envolvendo a fenda palatina, me parece que a cirurgia ocorre na sequência do nascimento).

As internações necessárias nesses dois meses não tem relação alguma com o lábio. Nono nasceu um pouco antes do esperado, tivemos uma complicação pós nascimento e por isso das transfusões (assunto para outro post).

Causas

Infelizmente existem poucas respostas a essa pergunta. Eventualmente hereditário (o que gera uma pré-disposição genética), mas, na maioria dos casos não há registro de antecedência familiar.

Tratamento

No caso do Nonô, inicialmente uma cirurgia plástica resolverá, principalmente porque ele não tem a fenda palatina. Pelo que soubemos até aqui, não requer tratamento contínuo posterior. Mesmo a cirurgia plástica, será avaliado nos próximos meses, quando ele estiver maior (e com lábios maiores!).

Outras possíveis dúvidas x esclarecimentos

– Não temos problemas com a alimentação, que tem sido o aleitamento materno exclusivo. A única coisa que tivemos que nos atentar por aqui, foi a questão da posição: para uma das mamas, adotamos a posição “invertida” ou “cavaleiro”. Mesmo em casos mais severos (associados a fenda palatina), o aleitamento materno exclusivo é possível, com a técnica da ordenha e oferecimento através de bico artificial específico para fissurados.

Dica geral

Preconceito, seja lá com o que for, nunca é bacana. Dessa forma, quando se deparar com diversidades, pratique a combinação: respeito, carinho e empatia.

Fissura lábio-palatal não passa de uma má formação. Tão simples quanto essa definição. Não atribua a má formação um peso maior do que ela realmente tem! E mesmo nos casos mais graves, pense que o peso que a pessoa e a família eventualmente carregam já são suficientes. Encontrou alguém diferente por aí, seja criança ou adulto, lembre-se da combinação mágica!! :)

Enfim, é isso. Em linguagem técnica: Nonô é gostoso e tem charme tipo exportação, para doar e vender.